TRATAMENTO CONSERVADOR DO PNEUMOTÓRAX ESPONTÂNEO

Artigo: Tratamento conservador versus tratamento intervencionista para pneumotórax espontâneo

Autores: S.G.A. Brown, E.L. Ball, K. Perrin, S.E. Asha, I. Braithwaite, D. Egerton‑Warburton, P.G. Jones, G. Keijzers, F.B. Kinnear, B.C.H. Kwan, K.V. Lam, Y.C.G. Lee, M. Nowitz, C.A. Read, G. Simpson, J.A. Smith, Q.A. Summers, M. Weatherall, and R. Beasley, for the PSP Investigators

Fonte: New England Journal of Medicine, v. 382, n. 5, p. 405-415, 30 de Janeiro de 2020

Introdução: A taxa anual de hospitalização pneumotórax espontâneo entre pessoas de 15 anos ou mais de idade em Inglaterra é de aproximadamente 140 por milhão. Um terço dos casos são primários, sem conhecimento de pneumotórax prévio ou aparente doença pulmonar subjacente.

Objetivo: Avaliar se o tratamento conservador é uma alternativa aceitável ao intervencionista para pneumotórax espontâneo primário moderado a grande não complicado

Métodos: Ensaio aberto, multicêntrico, selecionados pacientes de 14 a 50 anos com um primeiro pneumotórax espontâneo primário, moderado a grande, unilateral. Os pacientes foram aleatoriamente designados para tratamento intervencionista imediato  ou abordagem observacional conservadora e foram seguidos por 12 meses. O desfecho primário foi reexpansão pulmonar em 8 semanas.

Resultados: Um total de 316 pacientes foi submetido à randomização. No grupo conservador 25 pacientes (15,4%) foram submetidos a intervenções para tratar o pneumotórax  e 137 (84,6%) não sofreram intervenções. A reexpansão em 8 semanas ocorreu em 129 de 131 pacientes (98,5%) do grupo intervenção e em 118 dos 125 (94,4%) do grupo conservador.  O manejo conservador resultou em menor risco de eventos adversos graves ou recorrência de pneumotórax do que tratamento intervencionista.

Conclusões: Embora o desfecho primário não tenha sido estatisticamente robusto para suposições conservadoras, o estudo fornece evidências modestas de que o tratamento conservador do pneumotórax espontâneo primário não era inferior ao tratamento intervencionista, com menor risco de eventos adversos graves.

Comentário: Embora a média de idade dos paciente tenha cido de adultos jovens (˜26 anos) aos dados podem ser facilmente extrapolados para a pediatria, principalemene adolecentes onde a incidência é maior. Os resultados indicam claramente que o tratamente conservador, wem colocação de dreno, do pneumotórax é tão eficaz quando o tratamento intervencionista. Apenas 15% dos pacientes em tratamento conservador necessitou colocação de dreno. Fique ligado! WRF

Dra. Natalia Nicolai