Programa Ventilar

Ventilar
 

 A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais – FHEMIG, seguindo a legislação vigente, portarias GMMS 1531/2001 do Ministério da Saúde e 364/2001 da Secretaria de Assistência à Saúde, implementou no ano 2002 um programa específico para assistência domiciliar e apoio ambulatorial aos pacientes com Doença Neuromuscular (Programa VENTILAR), em dois hospitais da Rede, o Hospital Infantil João Paulo II – HIJPII, na área infanto-juvenil e o Hospital Júlia Kubitschek na área de adultos .

 Nas últimas décadas, o tratamento de pacientes portadores de Doenças Neuromusculares sofreu grande evolução e o fator de maior relevância talvez seja a mudança de conceitos relativos a essas doenças, principalmente o argumento de que “incurável não é sinônimo de intratável” (BONEKAT, 1998). Esse conceito, juntamente com a busca pela qualidade de vida, tem fundamentado o cuidado e a reabilitação desses pacientes, muitas vezes no domicílio.

 A abordagem domiciliar inclui a ventilação mecânica, o emprego de técnicas específicas de fisioterapia respiratória para este grupo de pacientes e a capacitação do cuidador. As técnicas utilizadas visam minimizar os danos funcionais e fisiopatológicos decorrentes do acometimento motor, favorecendo a mecânica respiratória através da otimização da ação dos músculos respiratórios, do clearance traqueobrônquico e do recrutamento de áreas colapsadas. Dentre as técnicas específicas para os pacientes com Doença Neuromuscular estão a Respiração Glossofaríngea, o “air stacking” com a utilização de pressão positiva, a tosse manual e mecanicamente assistida. Estas técnicas devem ser preconizadas em conjunto com a ventilação mecânica, com o intuito de se evitar as atelectasias, infecções pulmonares e insuficiência respiratória aguda, diminuindo as internações hospitalares (TZENG & BACH, 2000; KATZ et al, 2004).

 Os benefícios proporcionados pela ventilação mecânica têm sido amplamente descritos na literatura, sobretudo na forma não invasiva, que proporciona menor morbidade e custo, se comparada ao suporte invasivo (HILL et al, 1998; SIMONS, 1998; SANCHEZ, 2002). A assistência ventilatória parece ser eficaz no aumento da sobrevida e da qualidade de vida, através do controle da hipoxemia e da hipercapnia, e na melhora da complacência do sistema respiratório. O acompanhamento no domicílio gera maior satisfação e bem-estar destes pacientes, mesmo aqueles com alto grau de dependência funcional (BACH &CAMPANOLO, 1992).

 

CONTATO: HIJP II/FHEMIG Setor Domiciliar Fone: (31) 3239-9057